Português

Adjunto Adnominal (AA) versus Complemento Nominal (CN)

  • Substantivo concreto + preposição + nome: AA
  • Adjetivo/Advérbio + preposição + nome: CN
  • Substantivo abstrato + preposição + nome:
    • (Agente): AA
    • (Paciente): CN

Exemplos:

  • Ganhou a medalha de ouro.
    • medalha = Substantivo concreto
    • de ouro = AA
  • Ele é fiel a todos.
    • fiel = Substantivo abstrato
    • a todos = CN

Nota:

Em geral, Adjunto Adnominal é identificado por:

  • Artigo
  • Adjetivo
  • Pronome adjetivo
  • Numeral adjetivo

Crase

Crase Facultativa

  • antes de nomes próprios femininos…
  • pronomes possessivos femininos
  • depois de até…

Junto a nomes de lugares

Há um macete para saber se utilizará crase junto a nomes de lugares.

Vou à França (com crase) - Vou a Paris (sem crase).

O macete é:
SE QUANDO VOLTO, VOLTO DA, CRASEIO O A.
SE QUANDO VOLTO, VOLTO DE, CRASE PRA QUE?
(Volto DA França)(Volto DE Paris)

Outra regra para memorizar:

Fui com a voltei com da, crase já.
Fui com a, voltei com de, crase pra que?


Antes de palavra masculina

Não haverá crase, antes de palavra masculina!

VOU A PÉ.

ANDO A CAVALO.


"a" (singular) antes de plural

A antes de palavra no plural… crase nem a pau!!!

ex: a esses, a essas, a estes, a propostas.. etc etc…


Não se Usa Crase

Não se usa o acento antes de:

* **Palavra masculina:** a bordo, a cargo de, a olho nu
* **Verbo:** a partir de, a contar de, elas começaram a discutir
* **Palavras repetidas:** face a face, cara a cara
* **Pronome pessoal:** falei a ela, disse a ela
* **Demonstrativos esta(s) e essa(s):** falei a essa mulher/esta mulher
* **Pronomes de tratamento:** (Vossa ou Sua): Falei a Vossa Excelência
* **“a” no singular + palavra no plural:** a folhas, refiro-me a leis antigas
* **A maioria dos pronomes indefinidos:** enviei a cada pessoa, a qualquer pessoa, a alguém
* **Do artigo indefinido “uma”:** referi-me a uma idéia antiga.

Pego ou Pegado?

Ele foi PEGO ou PEGADO em flagrante?

Existem alguns verbos que nos deixam de cabelo em pé: GANHO ou GANHADO, GASTO ou GASTADO, PAGO ou PAGADO, PEGO ou PEGADO.

Alguns gramáticos defendem o uso exclusivo da formas clássicas: GANHADO, GASTADO, PAGADO e PEGADO.

Outros preferem o uso exclusivo daquelas formas que o brasileiro consagrou: GANHO, GASTO, PAGO e PEGO.

Há ainda os moderados. São aqueles que aceitam as duas formas de acordo com a regra dos particípios abundantes:

  1. Após os verbos TER ou HAVER, devemos usar a forma clássica: tinha aceitado, havia suspendido, tinha ganhado, havia gastado, tinha pagado;
  2. Após os verbos SER ou ESTAR, usamos a forma irregular: foi aceito, estava suspenso, fora ganho, era gasto, será pago.

O mestre Celso Cunha defende o uso de ganho, gasto e pago após qualquer verbo auxiliar: ser ou ter ganho, ser ou ter gasto. Assim sendo, “a conta foi paga”, mas “ele tinha pago ou pagado a conta”.

Concordo com o professor Celso Cunha. Não podemos jogar no lixo as formas clássicas nem ignorar as novidades lingüísticas. Incluo ainda o verbo PEGAR. A forma PEGADO estará sempre correta, mas a forma PEGO está consagradíssima: “Ele tinha PEGADO os documentos” e “Ele foi PEGO em flagrante”.

Inaceitáveis ainda são as tais histórias de “ele tinha chego” e “ele tinha trago”. Nesse caso, no padrão culto da língua portuguesa, as formas clássicas estão preservadas: “ele tinha chegado” e “ele tinha trazido”.

Emprego do "J"

Emprega-se “J”

1) origem indígena: canjica, pajé.
2) Verbos terminados em –jar: alvejei; viajem.

Estória do “J”

Existia um índio africano que se chamava “J”, era filho do pajé, comia canjica, jiló, berinjela, jerimum e acarajé. Andava de jegue e matava jibóias. Era muito cafajeste, só vivia na sarjeta pedindo gorjeta, foi viajar em entrou em todos os verbos terminados em jar.

Emprego do "S"

Emprego do “S”

1) procedência, naturalidade, classe social – francesa; calabresa (feminino de calabrês)
2) esa e isa feminino – princesa; javanesa; poetisa
3) palavra de origem grega – ase; ise; ose; fase; catálise, osmose.
4) Verbos: pôr, querer, usar.
5) Derivados de verbos que já apresentam “S”: análise – analisar
6) Adjetivos qualificadores com sufixo oso ou osa : bom = bondoso
7) Depois de ditongos: Sousa

Estória do “S”

1) Um freguês que era marquês falava português.
2) Namorava uma princesa que era poetisa que comia calabresa.
3) Fez uma experiência de uma fase que por catálise fez osmose.
4) e 5) Quis, pôs e usou o “s” para avisar
6) Que suas qualidades eram: ser bondoso, piedoso, mas horroroso.
7) Deu uma pausa e escreveu na lousa.

Emprego do "X"

Emprega-se “X”

1) após ditongos: frouxo
2) após a inicial me: mexer, mexerico
3) após a inicial em: enxada
4) exceções: mecha e mechoação (planta); vocábulos derivados de palavras com –ch: cheio = encher.

Estória do “X”

O homem frouxo, era ditongo, sempre que deixava-ME, ele começava a mexer e pegava a enxada, e ficava muxoxo usando o xale da vovó.

Emprego do "Z"

Emprega-se “Z”

1) substantivos abstratos terminados em –ez; -eza.
2) Derivados de adjetivos: pobre = pobreza
3) Verbos com sufixo –izar: fértil = fertilizar
4) Derivados de palavras terminadas com “z”: cruz = cruzeiro

Estória do “Z”

1) Era uma vez dois substantivos abstratos, o ez e o eza, eles moravam na realeza.
2) Tinham muitos adjetivos que viviam na pobreza, na escassez e na invalidez.
3) Um dia decidiram fertilizar um lindo verbo terminado em izar.
4) Seu sobrenome era Cruz, acabava em Z, então seu apelido foi Cruzeiro.

Uso do Hífen

Hífen antes de prefixos (pseudo, anti, … )

Usa-se o hífen antes de R, S, H e VOGAL


Outra regrinha, no ritmo daquela música "Atirei o pau no gato".

PROTO,EXTRA,PSEUDO,SEMI - MI
INFRA,SUPRA - PRA
INTRA,NEO,ULTRA,CONTRA e AUTO -TO
LEVAM HÍFEN -FEN
ANTES DE "R","S","H" e VOGAL

[[/code]]

POR QUE; POR QUÊ; PORQUÊ; PORQUE

POR QUE = por que motivo; pelo qual e flexões;
POR QUÊ = por quê motivo; antes de sinal de pontuação;
PORQUÊ = substantivo, determinado por artigo/pronome;
PORQUE = pois, visto que, ou com outros valores

Exemplos:

1)JÁ SEI POR QUE (motivo) NÃO ÉS MAIS NOSSO CANDIDATO.
2) POR QUE (motivo) AS PESSOAS NÃO NÃOS MAIS SINCERAS?
3)NÃO DEVERIAS TRAIr OS PRINCÍPIOS POR QUE (pelos quais) SEMPRE LUTASTE.
4)TANTO ESTUDO, TANTO TRABALHO, POR QUÊ(motivo; antes de sinal de pontuaçao e final de oração)?
5)OS POLÍTICOS RECLAMAM SEM SABER POR QUÊ(final de oração).
6)VOCÊ É O PORQUÊ(motivo) DA MINHA VIDA.
7)SEJAM PERSPICAZES, (pois/visto que) A VIDA É LUTA RENHIDA.
8)A QUESTÃO É MAIS DIFÍCIL (pois)NÃO TEM SOLUÇÃO.
9)ESTUDEM PORQUE(pois/visto que, nesse caso com outros valores)POSSAM FAZER EXCELENTE PROVA.

Tal / Qual

tal concorda com a palavra anterior e qual com a posterior, ex:

O filho é **tal** **qual** o pai.
Os filhos são **tais qual** o pai.
O filho é **tal quais** os pais.
Os filhos são **tais quais** os pais.

Verbo HAVER

Regra: Em locuções verbais (2 verbos), sendo o segundo o verbo haver (com sentido de existir, acontecer, ocorrer), o primeiro verbo sempre ficará no singular!

Deve haver motivos suficientes?
Devem haver motivos suficientes?

Vírgula

REGRA GERAL:

* Inversões da oração
* Intercalações da oração (ex.: não podemos, dizia ele, aceitar isso)
* Omissão de termos

USA-SE:

* Conjunção (ex.: portanto, contudo, logo)
* Adjunto adverbial no início (ex.: Por cautela, vou embora)
* Elipse do verbo (ex.: Eu estudo informática; você, biologia)
* Vocativo, aposto, explicações, correções  
(ex.: Vá, filho. Ele, um gênio, deve saber. Vou, isto é, se não chover)
* Coordenadas assindéticas e sindéticas (ex.: Penso, logo existo)

ATENÇÃO: Exceções: aditivas com “e”, mesmo sujeito (ex.: eu fui, e ele veio/ eu fui e voltei).

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